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Com a palavra o professor
Com a palavra o professor
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Na realidade, gostaria de convocar todos os servidores públicos do nosso município para incentivarem os alunos para a pratica esportiva, principalmente nas aulas de educação física. Também requerer junto aos órgãos competentes a viabilização da utilização dos Centros Esportivos que foram construídos na nossa região e ainda não estão sendo utilizados, pólos fundamentais para a construção de uma sociedade justa e participativa. É importante frisar que lutaremos também por uma educação de qualidade, pois pretendemos denunciar qualquer falta de respeito quanto à participação nos projetos esportivos de pessoas não qualificadas, de acordo com as leis vigentes no país.
DEVEMOS CUIDAR DAS NOSSAS CRIANÇAS COM MUITO CARINHO!
Adalberto Almeida Conde, professor de Educação Fisica.
Adalberto Almeida Conde
Ciep 128 Magepe Mirim
Magé
Tenho assistido a muitas brigas entre professores e alunos por causa de "notas" (resultados numéricos que determinam a "aprovação" ou "reprovação" do aluno), inclusive com consequências que afetam a saúde dos dois lados. Infelizmente, a maioria dos alunos vêem a escola como o local em que eles deverão travar uma batalha para conseguirem a tão almejada "nota". Para eles, o estudo é a ferramenta que deverão dispor para saírem vitoriosos.
Não seria maravilhoso se todos os alunos da Educação Básica fossem para a escola com a consciência de que chegando lá, irão adquirir conhecimentos fundamentais para o crescimento de suas intelectualidades e cidadania? Pois bem, penso que o fim das "aprovações" e "reprovações" iniciaria aos alunos da Educação Básica uma investida aos estudos, não como armamento para
"passarem de ano", mas sim, para buscarem conhecimentos que os garantiriam como cidadãos felizes e bem sucedidos profissionalmente.
Paulo Roberto da Silva Telles
Colégio Estadual Collecchio
Rio de Janeiro
PELA "DESESTATUALIZAÇÃO" DA JUSTIÇA
Demétrio Sena
Talvez seja tempo de se mudar a estátua da justiça, e já passou do tempo de a justiça deixar de ser estátua nas horas mais importantes para o sentido que a sua instituição deve ter. A justiça precisa enxergar de vez ou ficar definitivamente cega. Ter os olhos vendados quando lhe é conveniente gera muita injustiça; deixa de fazer jus ao nome. Com a estátua desvendada e a justiça, propriamente, assumindo seu papel e deixando de ser estátua, os clamores de um povo injustiçado serão atendidos. Os menos favorecidos econômica e socialmente já não mais nascerão culpados, e os abastados, deixarão de ser inocentes por antecipação, mesmo quando abarrotados de culpas.
Tem que haver no meio da velha preguiça estatutária, na má fé, no egoísmo e na frieza dos que incham seu sistema, quem desperte prá boa rebeldia. Quem vire a mesa, levante o tapete e faça ver a sujeira que se oculta sob tanta opulência. Tal sistema tanto estatuatário quanto estatutário tem que ser revisto, revirado e recomposto, para que o país cresça como nação. Não apenas como a casa que os governos dizem eternamente arrumar, mas só o fazem no contexto da decoração política e na ostentação de um crescimento econômico e social que a sociedade não vê. Apenas uma parcela, e justamente a que nunca sofre, mesmo quando o país está oficialmente no fundo do poço.
Temos que ter uma justiça que haja com igualdade a favor de todos, ou contra todos, quando for caso de fazê-lo. Seja como for, sempre pelo bem do cidadão que preza pelo correto, justo, legal. Sonhamos com uma instituição que seja dura com os corruptos de qualquer classe, escalão e cultura. Que ofereça defesa aos pobres e ricos; aos influentes ou não, e nunca se deixe vender por dinheiro, facilidades e poder maior. Muito menos se deixe intimidar pela força hierárquica dos que fazem as leis. Essa estátua precisa de uma luz... E o que ela representa precisa de um clarão, para que toda inocência largue o peso da cruz que a vitima e deixe de ser julgada por aparência, raiz, berço e conta bancária. Isso vai ocorrer um dia, quando a justiça olhar prá lei com desejo real de desvendar e banir os mistérios que a cegaram. Os mistérios que desonraram a estátua em seu significado original e fizeram da instituição mais uma estátua... E nada mais.
Demétrio Pereira Sena
Ciep 327 Pedro Américo
Magé
Como fui muito bem atendido pelo prof. André, da SEE/RJ, vou tentar mais uma vez: o Projeto de Xadrez escolar parece que não foi à frente, mesmo havendo uma lei estadual que o insere na grade curricular. Ora, por fazer isso já há mais de 30 anos, uma atividade ludica, prazerosa, ética e pedagógica, e que os alunos gostam, por que não fazer? Por favor, respondam-me.
Manoel Antonio da Cruz Migueis
Escola Estadual Dr. Mário Guimarães
Nova Iguaçu
ESTUDANTE NÃO VIAJA DE GRAÇA
Demétrio Sena
Quando viu o aluno de escola pública tomar assento no ônibus, o cobrador gritou de lá:
- Hei, deixe a vaga para um passageiro pagante!
O menino dócil, sem palavras nem expressões de qualquer desagrado se levantou. Deu lugar a um homem robusto e de olhar grave, que já esperava por isso. Talvez fosse aquele, o motivo da ordem do cobrador.
Muitos outros passageiros aprovaram a cena, o que é previsível, pois parece que a sociedade não gosta dos estudantes. Aliás, neste país em que os jovens se tornam a menor parte, cresce o desejo de superá-los. Parece que os mais velhos culpam a juventude pela escassez de oportunidades que os atinge. Pelas covardias que o poder público lhes impõe, quando já trabalharam por muitas décadas e o corpo implora um descanso. Cobram dos mais novos, especialmente dos estudantes, o preço dos direitos que a oficialidade lhes nega.
O que a sociedade grisalha - que também componho - não enxerga é que os estudantes não são os culpados por suas desventuras. Eles não ocupam nossas vagas no dia a dia, nas empresas, nos clubes, nem mesmo nas conduções... Muito menos nas escolas. Se muitos de nós não estudamos na idade certa, devemos culpar os governantes de nossas épocas. Igualmente os nossos pais, que se acomodaram pela pressa de nos verem trabalhando como adultos, por necessidade ou não, sem qualquer tempo para os estudos.
Quanto à vaga na condução - aquela que não é destinada por lei, aos idosos, às gestantes e aos portadores de necessidades especiais -, cabe à consciência do estudante, do não estudante ou da pessoa de qualquer idade, com força e saúde, cedê-la para quem não goza dos mesmos atributos, definitiva ou temporariamente. Cada estudante precisa saber, para não ser tratado como lixo pelos motoristas e cobradores, que a sua passagem é paga, sim. O governo reembolsa as empresas pelo cumprimento da lei que lhe dá o direito às viagens de ida e volta sem ele ter que
pagar de forma direta.
Se as passagens dos estudantes não fossem pagas, eles não teriam que ter passe escolar. Esse passe escolar, bem como o passe idoso e outros, mas estamos falando dos estudantes, serve para registro e prestação de contas. O que se pode cobrar do utilitário é que o mesmo seja correto na sua utilização: Nas horas certas, nos trajetos casa- escola/escola-casa, sempre uniformizado. Estando com razão, ele pode rebater dizendo que é pagante, sim, que a empresa recebe pelo seu passe. É claro que a sua resposta deve ser polida, com bons modos, ao melhor estilo estudante. Seu tom de voz não deve ser o mesmo tom grosseiro dos cobradores, motoristas e outros atendentes frustrados porque lhes faltou escola.
O mundo não é de alguns. Tem vaga para todos. Cada ser humano deve ocupar a sua, e não usurpar nem impedir a vaga do outro.
Todos nós pagamos um preço, justo ou não, para viver... Mas pagamos, e como pagantes que somos, fazemos jus ao nosso lugar na sociedade.
Demétrio Pereira Sena
Ciep 327 Pedro Américo
Magé
Sou professora de Geografia e pretendo promover, juntamente com a escola, a SEMANA DE GEOGRAFIA, de 13 a 17/06/2011. O projeto visa desenvolver no aluno a capacidade de reproduzir e aperfeiçoar os conceitos apreendidos no bimestre anterior. Sendo assim a turma fará apresentações de acordo com o conteúdo que já foi trabalhado anteriormente. Essas apresentações envolvem: maquetes, vídeos, documentários, danças, exposições, teatro etc.
Rosimere Teixeira Barreto Silva
Ciep 470 Celso Martins Cordeiro
São Francisco de Itabapoana
Após ter o direito de LICENÇA PRÊMIO, por ter presença indelével durante cinco anos, estou sendo PUNIDO, sem qualquer motivo. Ao retornar a minha escola, CE Santo Antonio de Pádua, NI, a ilustre diretora de horários me ofereceu 8 tempos, em três dias, com janelas. Informou, ainda, que se não estivesse satisfeito deveria procurar outra escola. Assim o fiz, e ao ir para essa outra, após já tudo acertado, memorandos e tais, fui informado que deveria ir à Coordenadoria de NI, pois não poderia haver tal movimentação. Após idas e vindas, ontem, fui informado pelo sr. Jarbas, da SEE/RJ, que deveria negociar horários com a tal diretora e que, não conseguindo, me reportasse à professora Neide, da Coordenadoria. Estou, ao longo dos meus 43 anos de magistério, me sentindo PUNIDO, e qual foi o crime que cometi? Por favor, quem puder ajudar-me, indicando-me quem possa resolver tal lide, agradeço plenamente.
Migueis, professor há 43 anos, no estado desde 1982 e um INJUSTIÇADO!!
Manoel Antonio da Cruz Migueis
Escola Estadual Dr. Mário Guimarães
Nova Iguaçu
Amanda Gurgel, eis o nome da guerreira que, ao usar o plenário da Câmara do RN, expôs não só a sua realidade, mas a realidade de toda a educação pública brasileira, tanto que a repercussão de sua fala ao ser exposta na rede mundial de computadores, a internet, chegou aos meios de comunicação de massa pelo reconhecido índice de notoriedade.
Clamo aos meus companheiros de jornada que aproveitemos as reuniões de GIDE em suas escolas para esclarecer, pleitear, reinvindicar e lutar por melhores condições de trabalho.
Sob o discurso da meritocracia nos é impingido um modelo de competitividade que só fará nos desarticularmos ainda mais enquanto categoria.
A internet representa, hoje, uma arena democrática para que possamos nos expressar e lutar. Vamos para além dela!
Vamos lutar para que tenhamos: toda a grade curricular preenchida com professores concursados, para que tenhamos um número justo de alunos em classe, para que acomodações e mobiliário da escola sejam seguros e em quantidade suficiente para atender a demanda, para que tenhamos material básico de trabalho (canetas para escrever no quadro, papel e impressão/reprodução de material necessário etc).
Lutemos para que em nosso contracheque tenhamos apenas o salário base (sem apêndices facilmente retirados conforme o humor de nossos governantes) e este seja digno para manter nossa vida. Não quero vale-pobreza. Quero salário e quero viver só dele, tal como fazem tantos profissionais com igual nível de formação que nos é exigido para o
desempenho da função. Quero ter tempo, energia, entusiasmo e a alegria em realizar a atividade que um dia elegi como aquela que me realizaria.
Isabel Andréa Barreiro Pinto
Colégio Estadual Arruda Negreiros
Nova Iguaçu
O uso de livro didático com linguagem popular
Na faculdade de Letras, uma das disciplinas do curso é Sociolinguística. A Wikipédia define Sociolinguística como o ramo da linguística que estuda a relação entre a língua e a sociedade. Sabe-se que o Brasil é um país de dimensões continentais e variações linguísticas e o que se pretende é mostrar ao aluno que há a norma culta empregada na modalidade escrita ( cobrada em vestibulares, textos oficiais, científicos e literários, concursos públicos e etc...) e a norma popular, a língua viva, falada, que mesmo não seguindo os padrões gramaticais, não está errada. A norma popular só está errada quando a mensagem transmitida pelo emissor não é entendida pelo receptor, mesmo assim é uma questão controversa, pois uma das facetas da língua é revelar-se como uma forma de identidade cultural ou de um grupo social. Deve-se seguir os padrões da norma culta gramatical na linguagem escrita e acabar com o preconceito linguístico em relação à linguagem falada. Finalizo o texto com a música de Caetano Veloso: Língua.
Língua
Caetano Veloso
Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesia está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior?
E deixe os Portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala Mangueira! Fala!
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Adoro nomes
Nomes em ã
De coisas como rã e ímã
Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé
e Maria da Fé
Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode esta língua?
Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
Blitz quer dizer corisco
Hollywood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta, prosa caótica
Ótica futura
Samba-rap, chic-left com banana
(- Será que ele está no Pão de Açúcar?
- Tá craude brô
- Você e tu
- Lhe amo
- Qué queu te faço, nego?
- Bote ligeiro!
- Ma'de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!
- Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!
- I like to spend some time in Mozambique
- Arigatô, arigatô!)
Nós canto-falamos como quem inveja negros
Que sofrem horrores no Gueto do Harlem
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem
Patrícia Rebello da Silva
Colégio Estadual Padre Manuel da Nóbrega
São Gonçalo
Prezada Equipe,
Sou professora do Curso Normal há mais de 10 anos e gostaria muito de contribuir com a elaboração do Currículo Mínimo para o Ensino Médio - Modalidade Normal.
Sendo assim, enviei e-mail para currículo mínimo@educacao, mas infelizmente o mesmo
retornou.
De que forma posso ajudar e a quem devo me dirigir?
Att.
Ana Simone B. Dias
Professora da Ciência da Motricidade Humana (Ed. Física).
Pós-graduanda em Psicomotricidade Educativa e Clínica - PPA Prática Psicomotora
Aucouturrier (Formação Francesa).
Pós-graduanda em Psicopedagogia Institucional e Clínica - UCB
"Saúde, Luz e Paz".
Abraços fraternos!
Ana Simone Dias
Colégio Estadual João Paulo II
Mangaratiba